Frase da semana:

Frase do Mês:

Alice Walker
"Os animais do mundo existem pelas suas próprias razões.
Não foram feitos para os humanos.
Assim como os negros não foram feitos para os brancos.
Nem as mulheres foram criadas para os homens".

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Itália irá abolir lista de "Raças Potencialmente Perigosas" e irá substituí-la pela responsabilidade penal dos donos!


Lembram-se da minha publicação sobre as "Raças Potencialmente Perigosas"? 


Finalmente este assunto começa a surgir como deveria realmente ser tratado! Finalmente estes animais começam a ser vistos como seres sofredores nas mãos dos seus terríveis donos! E finalmente os donos começam a ser responsabilizados pelas atitudes dos seus animais! E isto sim, é a verdadeira justiça! 


Itália, não só anunciou que irá ABOLIR a lista de raças perigosas e substitui-la pela responsabilidade penal e civil dos donos, como ainda anunciou que será proibido o treino para a agressividade, o doping e as cirurgias estéticas em animais! Os cães só serão operados se for por problemas de saúde! 

"Este é um dia histórico para as atividades do ministério sobre a relação homem e animal, um trabalho extraordinário dentro do quadro europeu", assinalou a vice-ministra da Saúde da Itália, Francesca Martini.

Este novo decreto terá sete artigos e incluirá algumas obrigações BÁSICAS que o dono deverá ter. Tais como, a recolha das fezes que o animal fizer na rua. (Obrigação esta que já deveria fazer parte da nossa rotina, quando passeamos um cão)

Segundo Francesca, os métodos adotados nos decretos anteriores sobre os cães de raça potencialmente perigosa "não tinha fundamento científico", uma vez que NÃO existem raças perigosas

O decreto anterior que tinha como base uma lista de 17 raças de cães considerados perigosos, não produziu nenhum resultado, uma vez que a lei não incidia sobre a responsabilidade dos donos e como tal as agressões não diminuíram, pelo contrário, tornaram-se constantes. "Com este decreto histórico, superamos a lista negra que não servia para nada e melhoramos a segurança dos cidadãos", finalizou a vice-ministra.


Finalmente meus amigos! Ainda que não tenha sido cá, já é um conforto saber que algures no nosso mundo as pessoas dão valor aos animais e sabem FINALMENTE ver que os principais culpados são os donos, não os nossos queridos animais! 

Como eu disse anteriormente, eu não quero uma lista com o nome de "Raças potencialmente perigosas", mas sim  "Pessoas potencialmente perigosas como donos!"


Posto isto, falta agora mudar a mentalidade cruel que ainda vagueia pelo nosso mundo! 


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O que há de errado em manter um cão acorrentado?


Liberta-me:

“O crime somos nós que cometemos, mas quem cumpre a sentença são eles!”




Em Portugal, são milhares e milhares de cães que vivem acorrentados pelo pescoço uma vida inteira, sem que para isso tenham cometido algum tipo de crime.

Por todo o país são muitos e muitos animais que sofrem em silêncio. Sofrem em silêncio, porque muitas pessoas desconhecem o verdadeiro sofrimento destes animais, outras não se importam e outras simplesmente não se querem “intrometer”.

Muitos destes infelizes animais não têm sequer direito a um abrigo, outros dormem dentro de um barril ou de uma casota que mal os protege da chuva e das temperaturas extremas. Normalmente sentam-se sobre lama ou sobre cimento gelado, muitas vezes nem direito têm a ter uma taça com água fresca e muito raramente têm atenção humana.


Poucos ou nenhuns destes cães têm outra vida que não seja a de viverem acorrentados. Poucos ou nenhuns destes cães sabem o que é correr atrás de uma bola ou passear. Poucos ou nenhuns destes cães sabem o que é serem verdadeiramente acarinhados.




Acorrentados pelo pescoço, estes animais não vivem, limitam-se a existir. Existem sem respeito, sem carinho, sem exercício, sem interação social e muitas vezes sem os cuidados alimentares e higiénicos mais básicos. À medida que o tempo vai passando e que aqueles dias se vão transformando em anos, a maioria destes cães come, bebe, deita-se, senta-se, dorme, urina e defeca dentro do mesmo raio de dois metros



O que há de errado em manter um cão acorrentado?



Os cães são animais de matilha e mantê-los acorrentados é o pior castigo que lhes podemos dar. Os cães são animais sociais que precisam de estar integrados numa família com a qual possam interagir de forma a que se sintam numa matilha. Privar um cão de interação social e de exercício físico é algo que contraria a sua natureza.

Um animal que passe todo o dia ou maior parte do tempo acorrentado começa a desenvolver comportamentos impróprios podendo ficar agressivo até com os próprios donos, pois o seu instinto natural de estar em grupo é suprimido. Um cão acorrentado é um animal constantemente atormentado, aprendendo a detestar o isolamento e a falta de liberdade que lhe é imposta pela corrente, que muitas vezes não passa de 1 metro de comprimento.




Como ajudar um cão acorrentado:


Para ajudar um animal acorrentando não chega apenas ser contra este tipo de prática é preciso tentar impedi-la, tentar intervir. A vida de muitos cães mudou radicalmente simplesmente porque alguém se preocupou o suficiente para intervir.




Formas de Ajudar:



* Sensibilizar a Comunidade
* Sensibilizar os Responsáveis Pelo Cão
* Melhorar as Condições de Vida de Um Cão Acorrentado
* Denunciar o Caso às Autoridades



 (Retirado dehttp://www.liberta-me.org)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cadela Simba à procura de dono! - Lisboa



Cadela - Rafeiro Comum



Idade: Jovem
Sexo: Fêmea
Tamanho: Médio
Pêlo: Laranja e Branco




A Simba é uma cadelinha de porte médio, com 10 meses esterilizada, vacinada e chipada muito meiguinha e sociável com outros animais. Beleza e boa disposição é com ela! :)



Contacto para Adopção:

Nome: Inês Correia
Localidade: Odivelas (Zona Lisboa)
Email: correia.ig@gmail.com

Plantas Caseiras podem ser mortais para gatos





Todas as flores de gênero Lilium ou Lírio, segundo os veterinários, podem ser venenosas para os gatos. 

Na verdade, os lírios são tão tóxicos para os gatos que basta morderem uma pétala, lamberem pólen de uma pata ou beberem água de uma jarra onde estejam lírios para que possam sofrer com isso.




A melhor forma de prevenir esta intoxicação é não tendo lírios em casa. Pois os gatos podem facilmente alcançar qualquer zona da nossa casa e dificilmente conseguimos ter algo fora do seu alcance. 



Se desconfiar que o seu gato possa ter ingerido, lambido ou até engolido alguma parte dos lírios, não espere para que este apresente sintomas de intoxicação. Leve-o de imediato ao veterinário!

Os Lírios são ainda causadores de insuficiência renal em gatos.




Sinais Clínicos


* Depois do animal comer uma parte do lírio, podem surgir sinais como: Vômito, falta de apetite, etc
* É urgente que ao primeiro sinal siga de imediato para o veterinário, para que comecem o tratamento o mais rápido possível. Os sinais de falha renal podem começar ao fim de 2 a 4 dias após a ingestão da planta.





sábado, 18 de agosto de 2012

E porque não conhecer os meus animais?

Boa Tarde meus amigos, 

Para todos aqueles que frequentam blogs de animais, é bastante comum que o número de apelos por ajuda seja muito superior ao número de boas notícias! É por isso mesmo que hoje "apeteceu-me" dar-vos a conhecer os amores da minha vida. Aqueles que me dão força para continuar nesta luta, aqueles que me recebem com alegria mesmo quando eu mal tenho tempo para olhar para eles. Aqueles que são, os meus animais. 

Apesar de vos dar a conhecer um pouco de todos, existe apenas um em especial que é a principal fonte da minha força! A razão de ser apenas um é simples: Eu por ainda não ser independente financeiramente, vivo com os meus pais e como tal os animais que tenho têm-nos como donos e eu acabo por ser apenas mais uma residente da casa com quem eles adoram brincar. Mas existe um em especial que é meu, um que passa o tempo comigo, que dorme comigo, que interage maioritariamente comigo, que me procura quando não estou e que perde o apetite quando vou de férias. Um que é, a minha gata. 

A minha gata foi o primeiro animal para o qual olhei e não consegui virar as costas sem tentar insistir para que a minha mãe a trouxesse. Sempre adorei animais e todos os que via eram o suficiente para eu pedir para virem para casa, mas com a Yarah foi diferente. A minha insistência foi diferente, muito diferente. Durante dias insisti para que aquele pequeno ser passasse a fazer parte da minha vida. Ao contrário de todos os outros em que eu pedia e um "não!" chegava para me calar, os "nãos" da minha mãe não estavam sequer a entrar nos meus ouvidos. E a minha insistência deu frutos! Numa tarde quando cheguei a casa da escola, aquele gatinho que eu tanto quis estava na minha cozinha, à minha espera. 

Apesar de eu ter uma perdição com animais pretos, o meu desejo sempre fui ter um gatinho branco de olhos azuis e a Yarah era tal igual o gato dos meus sonhos! 




                    E tal como podem ver nas fotos ela era branquinha e imediatamente escolheu-me como dona. Passamos algumas fases em que ela simplesmente não me ligava nenhuma, talvez porque eu era uma adolescente irritante. Mas hoje a Yarah Vitória não passa um segundo em casa que não seja ao meu lado, talvez este nova mudança em que comecei a lutar por animais me tenha alterado de alguma forma e pelos vistos a Yarah gostou da mudança. Hoje a gata que veio "supostamente" cumprir o meu desejo (ter um gatinho branco de olhos azuis), não passa de uma rafeira castanha!!!! 

Mas ainda assim, é a principal fonte para que a minha força nesta luta não tenha fim. Às vezes, chego a casa mal disposta e a sentir-me impotente por ver um animal numa situação desesperante, em que acho que a minha ajuda de pouco ou nada está a valer. É o olhar para a minha gata que me faz acreditar que a minha ajuda está a valer de muito! É esta rafeira castanha de olhinhos azuis, mais linda do mundo, que me faz desejar chegar a casa!!! É por culpa desta piolha que eu amo tanto gatos!!! E que não me arrependo em nada de ter insistido para que a minha mãe a trouxesse e sei que cá em casa ninguém se arrepende dela fazer parte da família. 

É também por culpa dela que hoje tenho em casa 3 gatos, quando o acordo para que ela viesse foi: "Nós ficamos com a gata, mas não há mais animal nenhum em casa!". Foi a personalidade desta bichana que fez a minha família perceber que uma casa sem animais não era nada! E hoje a minha mãe que só queria esta gata, aconselha a todos os amigos que tenham mais que 1 gato, pois são eles que dão a alegria à casa. 



A minha melhor amiga, já vai com 5 anos bem avançados, mas parece que foi ontem que ela chegou. Nasceu a 1 de Julho de 2007.

Yarah Vitória Gravata (Vitória, porque foi a minha vitória!)


O Shippou Quasimodo é o 2º gato a conquistar o coração da família e isto porque este menino teve um azar ligado a sorte. O Shippou com apenas 2 semanas teve uma enorme infeção na pata traseira e por ser um gatinho nascido na rua, assim que iniciou o tratamento entrou em FAT na minha casa. Na altura nem sabíamos o que isto era, mas a ideia era que ele voltasse para junto da mãe assim que estivesse curado. No entanto, assim que curou a primeira infeção surgiu uma segunda um pouco mais acima. E aquele gatinho que iria voltar para junto da mãe, acabou por ganhar o amor da família (excepto o da Yarah que já tinha 3 anos na altura) e acabou por ficar. 




Foram quase 4 meses para que a Yarah aceitasse o Shippou, mas apesar de custar à minha mãe ver a Yarah tão chateada, o amor pelo Shippou já era tanto que era impensável "livrarmo-nos" dele, como é hábito acontecer em outros casos. Afinal aquele gatinho veio para cá com 2 semanas e foi criado por nós a biberão.


A Yarah acabou por desistir e teve que "engolir o sapo". O Shippou agora fazia parte da família, mas sempre foi um gato hiperativo e descanso (que é a ação preferida da Yarah) era a última coisa que a Yarah tinha. 





Hoje o Shippou é este gatão, enorme com 7kg. Mas não se assustem!! Ele não está com limite de peso, porque ele é simplesmente enorme... (Chega a ser do tamanho ou maior que um caniche pequeno). 


Shippou Quasimodo Gravata - Shippou significa as 7 pedras preciosas em Japonês e Quasimodo porque ao sentar-se o Shippou fica com a corcunda (de tão grande que é) nas costas que o Corcunda de Notre Dame tem, e o nome do Corcunda se bem se lembram é Quasimodo. 

O Shippou nasceu em Outubro de 2010, tem hoje 2 anos.




Logo depois apareceu o Papio Hamadryas nas nossas vidas. E apareceu porque simplesmente queríamos mais um gato. Estávamos à procura de 1 gatinho para entregarmos a uma vizinha que se sentia muito sozinha desde que o dela morreu. E apareceu o pedido de ajuda para adoção do Papio Hamadryas e do Pantufa (como se chama agora). (Papio é o branco, o Pantufa é o Pardo). 

Vieram os dois manos e os dois tiveram quem ficasse com eles, nós e a senhora. Para surpresa o Shippou adotou de imediato o Papio e os dois ficaram muitíssimo amigos. Mas a dona da casa (Yarah) não achou muita piada à recente aquisição e novamente andou "amuada" connosco. Mas desta vez, foi por volta de 2 meses para que ela se apaixonasse pelo Papio, até porque este novo membro veio trazer-lhe o que ela mais gosta de fazer... Dormir!! Agora o Shippou andava demasiado ocupado a brincar com o Papio e a Yarah pode finalmente encontrar momentos de descanso só para ela.

Por curiosidade, a Yarah tem um amor especial pelo Papio. Ao contrário dos outros 2, ela prefere brincar comigo do que com eles, mas com o Papio a Yarah simplesmente adora brincar. O mesmo não se passa com o Shippou, uma vez que ela começa de imediato aos "gritos" assim que ele começa a pensar em atacá-la, mas com o Papio nós não ouvimos sequer estes pedidos de socorro. 


Apesar da Yarah ter um amor especial pelo Papio, não troca a minha companhia por ele. E o mesmo se passa com o Shippou e com o Papio que são amigos inseparáveis. 

Papio Hamadryas Gravata - Papio Hamadryas é o nome científico dos meus babuínos preferidos. Os babuínos brancos/cinzentos. Isto porquê?  Porque o Papio tem o rabo enorme e ao correr coloca-o tal e qual os babuínos, em curva. Para além disso, este gato tem molas nas patas e salta tudo sem medir a distância antes.


 O Papio nasceu a Junho de 2011, tem agora aproximadamente 1 ano.



(Yarah à esquerda, Shippou ao centro e Papio à direita. Todos deitamos comigo)

Estes são os meus gatos. Apesar do Shippou ser da minha mãe e o Papio não ter escolhido dono e ser completamente independente, nesta noite estavam todos deitados comigo.



Faltou falar no meu pássaro (que apareceu no meu terraço e deixou-se apanhar), o Jako. Faz agora em Setembro 8 anos que ele chegou às nossas vidas. Não sei se é muito novo ou muito velho, quando chegou já aparentava ser adulto, mas espero que viva ao nosso lado por muitos anos.
E por fim o Snuffy, que chegou cá em Dezembro de 2006 e terá aproximadamente 6 anos. Foi durante muito tempo o "brinquedo" preferido da Yarah, mas felizmente ela parece ter "ganho juízo" e já não se interessa por incomodar o desgraçado do coelho.


Foi graças ao Jako que perdi o medo de mexer em pássaros e foi graças ao Snuffy que aprendi a amar roedores.


Este tópico, apesar de não significar nada, tem um grande significado para mim.... Porque foi através dele que fiz uma homenagem aos meus animais e principalmente à minha amada Yarah.




Maior significado terá porque será através dele que deixarei aqui a saudade que sinto do meu cão... O Putchy... Fez agora dia 11 de Julho, 2 anos que ele teve de partir e que a saudade aumentou. O meu menino que nasceu a 16 de Março de 1994, era o meu irmão mais novo, com 1 ano de diferença de mim. (Eu nasci em 1993). Tive-o desde que me lembro e as memórias mais importantes da minha infância estão guardadas sempre com ele do meu lado... Muito aguentou aquele meu caniche, muita paciência teve ele para "aturar" uma dona em crescimento. Cresci na altura em que com 5 anos a minha mãe deixava-me ir brincar para a rua e para onde o meu cão sempre me acompanhou, apesar dele preferir a companhia da minha mãe ou da minha irmã, à minha. Muitas maldades devo-lhe ter feito enquanto crescia com ele, mas com certeza tinha um enorme amor por ele e ele por mim. Não pude estar a seu lado quando tivemos de decidir que a solução seria a eutanásia, nem sequer estava em casa quando recebi a notícia de que estavam no veterinário com ele. Mas já não havia muito mais a fazer, os seus rins tinham parado e o meu cão tinha 16 anos. Durante semanas sonhei com ele e hoje sinto a falta dele, mas também sei aceitar que foi a decisão correta. 

Para sempre em memória,
Putchy.




Deixo aqui ainda o nome da cadela da minha avó que agora faz parte da nossa família. 


A Minnie a menina que foi resgatada de um acampamento cigano, a menina que vive com a minha avó e que me respeita mais do que a qualquer outra pessoa. 
Minnie com 1 ano, veio para nós em Abril de 2012 


Ficam ainda referidos todos os restantes animais que atravessaram a minha vida, quer seja por serem meus, quer tenham estado a meu cuidado ou simplesmente por serem meus amigos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Esterilização em animais e algumas questões frequentes


Esterilização em animais:

A população animal está constantemente em crescimento e o número de animais vadios / abandonados é cada vez mais assustador. Para algumas pessoas o abandono de animais é culpa dos donos, mais ainda que assim seja, o crescimento da população animal é também uma das causas para que exista tantos animais abandonados. O nível de animais abandonados é tanto, que chega a não haver espaços suficientes para que todos eles possam ter direito a uma casa.

O facto de não haver um número suficiente de famílias dispostas a acolher animais, tem como consequência o sofrimento e o extermínio anual de muitos milhares de animais em Portugal. Este grave problema não se resolve com associações de proteção animal, nem com abrigos para animais. O problema tem que ser revolvido desde a raiz, isto é, educando as pessoas para que as mesmas esterilizem os seus animais, impedindo que se reproduzam descontroladamente.


Se os cães e os gatos foram selecionados e “criados” pelo Homem, ao longo de milhares de anos, para que tivessem determinadas caraterísticas e para que fossem dependentes de nós, então nós somos os principais culpados pela sua superpopulação! Cabe a nós assumir a responsabilidade de inverter a situação.
O Estado e os Municípios atuam através de abate de animais que ninguém quer, mas esta solução para além de desrespeitar em absoluto a dignidade dos animais, é completamente inútil e ineficaz.



*Realidade Portuguesa:*


Em Portugal, a população de cães e de gatos cresce descontroladamente dia após dia. Este aumento descontrolado resulta não só de animais vadios, mas principalmente de animais que vivem ao cuidado de alguém. Infelizmente, são ainda demasiadas pessoas que não se importam com a reprodução dos seus animais e acham “desumano” a esterilização. Muitas vezes, a desculpa usada é: “se fosse comigo, eu não gostava”... Esta é de facto, uma desculpa absurda, já que nós temos o poder de controlar o   número de filhos que pretendemos ter, ao contrário dos nossos animais. Segundo a WSPA (Sociedade Mundial Para a Proteção dos Animais), uma única cadela, com uma vida reprodutiva de 6 anos, poderá dar origem a 6000 descendentes; uma gata, em apenas 2 anos, poderá deixar 2000 descendentes. O destino destes animais é frequentemente incerto! Muitas ninhadas nascem nas ruas, outras são mortas por afogamento (situação ainda muito comum no nossos país),“despachadas” para adotantes irresponsáveis,  “enfiadas” dentro de sacos de plástico e “atiradas” para o lixo onde acabam por sufocar ou então simplesmente largadas por aí. Uma coisa é certa: este ciclo é vicioso e a maiorias destes bebés irá dar origem a novos bebés que terão igualmente um destino incerto. A história repete-se vezes sem conta, resultando em mais animais nas ruas, mais animais abandonados, mais animais vítimas de abuso e maus-tratos, mais animais atropelados e mais animais abatidos nos canis e gatis municipais.


Infelizmente, por maior que seja o nosso esforço e desejo, o número de animais que nasce e que é adotado por uma família responsável é sem sombras de dúvidas muito inferior que o número de animais que acaba nas ruas. Infelizmente, grande parte deste número de animais vadios acaba morto num canil/gatil, simplesmente porque ninguém os quer. A grande maioria dos animais mortos nos canis/gatis não são idosos, não estão doentes, não são agressivos, não estão feridos… Muito pelo contrário, são jovens, ativos, brincalhões, bem-dispostos e dóceis.

Por muito que a nossa população critique, as associações de proteção animal e os abrigos de animais, não têm resposta para o problema de superpopulação animal. Acabam muitas vezes sentir-se impotentes, pois grande parte está sobrelotada e sem condições para acolher mais um animal que seja.

Não será mais racional e humano evitar-se o nascimento de tantos animais? Não faz nenhum sentido deixar nascer ainda mais animais sem que tenhamos antes ajudado aqueles que já estão nas ruas ou nos abrigos e nos canis/gatis municipais a aguardar a possibilidade de terem uma família.


  • ·         Em que é que consiste a esterilização?

A esterilização consiste numa operação cirúrgica com a finalidade de remoção dos órgãos com funções exclusivamente reprodutoras. A esterilização não causa nenhum mal físico nem psicológico aos animais e em geral estes ficam mais calmos. A esterilização é a decisão mais humana para o grave problema que temos hoje em dia - superpopulação de animais.
Nas fêmeas, a esterilização tem como finalidade o removimento do útero e dos ovários (ovariohisterectomia), evitando assim que as fêmeas tenham o cio.
Nos machos, a esterilização consiste na retirada dos testículos (orquiectomia).
Existem ainda procedimentos alternativos que impendem a fecundação (a laqueação das trombas no caso das fêmeas e a vasectomia no caso dos machos). Estas cirurgias têm um acesso mais difícil e não oferecem vantagens comportamentais (as fêmeas continuam a ter o cio e a atrair os machos e os machos continuam a querer acasalar as fêmeas). Contundo, no caso dos cães, não implicam as potenciais desvantagens de saúde associadas à orquiectomia.

  • ·         Esterilizar um animal não é ir contra a o que é natural?

Os animais de estimação foram selecionados e “criados” para terem as caraterísticas que têm hoje em dia e como tal dependem de nós para sobreviver. Não existe nada de natural em comerem ração, irem ao veterinário ou dormirem dentro das nossas casas, mas estas são as formas mais responsáveis que temos para tratar deles. Deste modo a forma que temos de prevenir que nasçam mais ninhadas é através da esterilização. Evitando o nascimento de animais que poderão vir a ser abatidos, viver acorrentados ou  simplesmente largados por aí.

  • ·         Mitos ligados à esterilização:

Existem alguns mitos ligados à esterilização de animais, entre eles está a necessidade de uma gata / cadela ter uma ninhada antes de ser esterilizada ou um cão / gato ter de acasalar antes de ser submetido à esterilização. Pelo contrário, há vantagens para a saúde em esterilizar as fêmeas antes do primeiro cio. A vida sexual dos animais segue ritmos biológicos e padrões instintivos, ou seja, o acasalamento é motivado por uma questão hormonal, e não psicológica.

  • ·         Porque esterilizar se consigo encontrar lar para todos e para além disso, não é uma ninhada que faz a diferença!

Mas e se a sua gata tiver 6 bebés? E se a sua cadela tiver 8 cachorrinhos? Será que consegue mesmo arranjar donos para todos? Para além disso, é preciso ter em conta que a pessoa a que poderá estar a entregar um bebé pode não ser responsável o suficiente para impedir que este venha mais tarde a reproduzir-se. E quem irá evitar a reprodução dos filhotes desse filhote? Você estará lá para assegurar lar para todos? Claro que não, e mesmo que esteja, é impossível assegurar lar para todos os filhotes que nascem, porque simplesmente não existem famílias para todos e muito menos famílias verdadeiramente responsáveis.

Por outro lado, muitos desses cães e gatos acabam acorrentados no quintal ou esquecidos na varanda, abandonados nas ruas, vítimas de abusos e maus-tratos, abatidos em canis/gatis municipais, etc.

Sem falar nas inúmeras pessoas que têm animais enquanto são bebés por estes serem considerados “fofinhos”. Mas muitas vezes o simples facto do animal crescer mais que o desejado leva a que seja abandonado. Ou se o animal roer uns sapatos favoritos ou fizer xixi na carpete pode facilmente ser entregue num canil/gatil municipal.

Há que ter em conta que uma ninhada faz a diferença sim! Porque se todos nós pensarmos que uma ninhada não faz a diferença, então serão ninhadas atrás de ninhadas e este ciclo não terá fim. Para além do mais, o nascimento de mais uma ninhada pode comprometer outra ninhada que já tenha nascido e que aguarde uma família.

  • ·         Porquê esterilizar os machos, se só as fêmeas é que dão à luz?

Para que nasça uma ninhada é preciso que haja um macho e uma fêmea. Enquanto uma fêmea tem em média 3 a 4 ninhadas por ano, um macho engravida milhares de fêmeas por ano. Uma grande parte do número de animais atropelados consiste em machos não esterilizados, em busca de uma fêmea no cio.

  • ·         Porquê esterilizar se posso dar anticoncepcionais? 

É verdade que se pode prevenir a gravidez com anticoncepcionais, mas estes não são de todo recomendáveis. Até pode parecer uma alternativa atraente a curto prazo, mas estes métodos de contracepção podem prejudicar seriamente a saúde das gatas/cadelas ao contribuir para o desenvolvimento de tumores ou infeções.

Apesar de criarem a ilusão de que sai mais barato, ao longo do tempo a soma de todas as compras ultrapassa em grande o valor de uma esterilização.

  • ·         O meu animal vai engordar depois da esterilização?

A esterilização pode aumentar o apetite com a alteração hormonal, mas ele só engordará se lhe der de comida em demasia. O excesso de peso é perfeitamente controlável com uma dieta balanceada e com estímulos para a prática de exercício.

  • ·         O meu cão vai perder o instinto de proteção se for esterilizado?


A esterilização não altera em nada a personalidade do seu cão nem afeta o seu instinto natural de proteção da família. Por outro lado, sendo esterilizado, o seu cão terá menos tendência a fugir. Repare que o seu cão não o poderá proteger ou avisar de perigos se estiver a vaguear pelas ruas à procura de fêmeas no cio.


(Saiba mais em: 
http://www.azp.pt/ficheiros/Esterilizacao.pdf 
www.esteriliza-me.org )

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Crónica - "Adeus, Princesa"


Alfredo Barroso – Semanário Expresso – 21 Março 1998



Aprecio os políticos felinos como gatos, detesto os políticos que ladram como cães. É uma singela homenagem que assim presto a uma gata que se chamava Twiggy, por ser tão bonita e fininha como a modelo a quem roubámos o nome. Morreu na terça-feira passada, vitima de doença incurável, praticamente nos braços da sua dona, a minha filha mais nova. Durante quase 16 anos, viveu feliz no meio das suas amigas, as minhas duas filhas e a mãe delas, que sempre a trataram como Benjamim Spock gostava que tratassem as crianças – como uma princesa. Na casa em que morava, a Twiggy era uma princesa.

Convivi com ela poucos anos, mas ela nunca mais se esqueceu de mim. Visitava-me uma vez por outra. No tempo em que ainda havia máquinas de escrever, saltava para cima da mesa em que eu trabalhava e ali ficava, em silêncio, no meio da papelada e dos dicionários, enquanto eu martelava os textos furiosos que costumo redigir desde que me conheço. Nesses momentos, ela era o meu pequeno tigre de estimação. Quando lhe passava distraidamente a mão pelo pêlo, numa festa, a Twiggy ronronava e era fonte de inspiração.

Tal como no poema de Baudelaire – “les chats puissants et doux, orgueil de la maison” – a Twiggy era o orgulho da casa, que à servidão nunca se dobrou. Era bem um exemplo daqueles versos em que o poeta evoca os gatos como “amigos da volúpia e também da ciência”, que “adoptam ao sonhar as nobres atitudes das esfinges deitadas nos confins do mundo, parecendo adormecer no seu sonho sem fim”. Mas a Twiggy também correspondia à visão mais doméstica que Mallarmé tinha dos felinos. “O gato é necessário a um interior. Completa-o. É ele que faz brilhar os móveis e lhes arredonda os ângulos (…). É bem o derradeiro “bibelot”, a coroação suprema. A Twiggy era, em suma, o “genius loci” de que falava Théophile Gautier ao descrever os gatos que “erram pela casa em patas de veludo, como se fossem o génio do lugar”.

Provavelmente não tem fim a lista de poetas, romancistas, filósofos e ensaistas que sempre manifestaram a sua preferência pelos gatos. Dante, Petrarca, Montaigne, Chateaubriand (que tinha um gato, Micetto, oferecido pelo Papa Leão XII), Barbey d’Aurevilly, Gérard de Nerval, Émile Zola, Ernest Renan, André Malraux fazem parte dessa lista interminável. Mas talvez ninguém tenha explicado melhor as razões dessa preferência do que T.S. Elliot, um dos maiores poetas do Séc. XX, no seu livro dos gatos, o “Old Possum’s Book of Practical Cats”, no qual, aliás, se inspirou Andrew Lloyd Weber para compor a célebre comédia musical “Cats”. Como escreveu T. S. Elliot, “que semelhantes são, gatos e nós , e outras pessoas, afinal dotadas de maneiras diferentes de pensar”! E era peremptório: Deixem-me dizer: GATO NÃO É CÃO”. (assim mesmo, com maiúsculas). E explicava: “Por via de regra, o Cão de bom tom sempre se dispõe a ser um palhaço, não sabe fingir um ar afectado e chega a perder toda a compostura, deixa-se enganar com facilidade, basta que lhe façam festas no pescoço”.

Um gato, “QUALQUER GATO”, nunca. “Que fique bem claro, volto a dizer: Um Cão é um Cão – UM GATO É UM GATO”. Nem mais.

Alimentada pelas bibliotecas e, sobretudo, pelo convívio com a Twiggy, a minha paixão pelos gatos é muito antiga. Um dos meus livros de cabeceira é, aliás, uma pequena obra-prima escrita há 16 anos por um senhor chamado Jean-Louis Hue: Le chat dans tous ses états. Não é um livro de conselhos práticos nem de elucubrações antropomórficas, mas uma história cheia de histórias deliciosas e divertidas, um itinerário físico dos gatos descrito com enorme ternura, inteligência, subtileza e talento literário. É um livro pequenino, com centena e meia de páginas, que até quis traduzir, mas nenhuma editora lhe pegou.

Para além de uma grande tristeza, nem sei bem o que mais se sente quando morre um gato de que tanto se gostava. Socorro-me do ultimo parágrafo que Doris Lessing escreveu no seu livro sobre Gatos e mais Gatos : “Conhecendo gatos, uma vida inteira com gatos, o que resta é um sedimento de mágoa bem diferente do que é devido aos humanos: composto de dor pelo seu desamparo, de culpa em nome de nós todos”.

É ISTO QUE SINTO QUANDO OS VEJO ABANDONADOS NAS RUAS.
Conforta-me saber que, graças às suas três grandes amigas, sobretudo à sua dona, não foi assim com a Twiggy. Nunca esteve desamparada e viveu uma vida feliz.

Adeus, Princesa.



(Retirado de: http://margaridaeosanimais.blogspot.pt/2010/02/cronica-adeus-princesa.html  / cmargaridamatos@gmail.com )

Associação Animais de Rua - Esterilização e Protecção de Animais em Risco




A Associação Animais de Rua tem como principal objectivo a esterilização de animais carenciados. A superpopulação de animais de companhia é uma realidade: o número de animais a precisar de um lar é muito superior ao número de famílias dispostas a adoptá-los, o que leva a que muitos milhares de animais nasçam e vivam nas ruas, sem acesso a alimentação suficiente ou a cuidados de saúde básicos, acabando muitos deles por morrer de fome, de doença, ou vítimas de maus-tratos. A Associação Animais de Rua foi criada para tentar minorar o sofrimento desses animais. 





Alimenta colônias de gatos ou matilhas de cães e gostaria de tentar diminuir o crescimento das mesmas? Faça a sua candidatura aos Animais de Rua através de:  http://www.animaisderua.org/candidatura









PRAVI - PROJECTO DE APOIO A VÍTIMAS INDEFESAS (Apoio a Pessoas e Animais)


PRAVI - PROJECTO DE APOIO A VÍTIMAS INDEFESAS
(Apoio a Pessoas e Animais)

A PRAVI, desenvolve o seu trabalho na área da Proteção de Animais Vítimas de Abandono e Maus Tratos, a par do desenvolvimento de um programa de Terapia Assistida com Animais a Crianças e Idosos.


Principais Áreas de Actuação na Protecção Animal:

- Resgate de Animais Abandonados ou em Risco;
- Alojamento, Alimentação e Assistência Veterinária;
- Campanhas de Esterilização, de Adopção e Sensibilização.
Terapia Assistida com Animais (TAA):
- Apoio a Crianças e Jovens com Dificuldades de Aprendizagem e Concentração, Cancro, Autismo, Síndrome de Down e Depressão, através da promoção do Bem Estar, Auto Confiança e Melhoramento das Relações Interpessoais.
- Apoio a Idosos com Alzheimer e Depressão, também eles muitas vezes vítimas de maus tratos e abandono.

A PRAVI desenvolve o seu trabalho EXCLUSIVAMENTE com base no voluntariado e nas ajudas (donativos) que chegam por parte de particulares  sensíveis à nossa causa.  


Atenção: a PRAVI não dispõe de um espaço próprio, pelo que as ajudas na resolução de problemas relativos a animais em risco passa sempre, primeiramente, por divulgação. As ajudas veterinárias e de alojamento estão dependentes da disponibilidade (no momento) de recursos humanos e financeiros. 
NIB: 0033 0000 45415942813 05 (Novo NIB)


Saiba mais sobre nós em: http://pravi.org/ 

Associação dos Amigos dos Animais de Marco de Canaveses









 A adopção de um animal pode significar não só o salvar de uma vida, mas também um passo contra a questão do abandono de animais.
Apresentar a adopção de animais abandonados como uma alternativa à sua compra em lojas de animais faz sentido em termos sociais e humanistas.










CHE

 Cão - Rafeiro Comum
Idade: Bebé
Sexo: Macho
Tamanho: Médio
Pêlo: Preto e Branco

Che - Lindo um menino com cerca de 3 meses, será de porte médio.

Não Esterilizado, Vacinas em Dia, Desparasitado.





Contacto para Adopção:
Nome: Animarco
Localidade: Marco de Canaveses (Zona Porto)
Tel:  919910320 ou  93 31 96 300 (Maria da Luz)/93 903 055 5 (Alexandr
Email: animarco@sapo.pt